Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
WASHINGTON — A Casa Branca condenou as ameaças ligadas a Pequim que visam interromper as apresentações do Shen Yun Performing Arts, declarando que o governo Trump levará tais ameaças a sério e garantirá que os perpetradores sejam responsabilizados.
“Não interrompa isso”, pontuou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa em 17 de março. “Esta administração levará isso muito a sério e responsabilizará vocês.”
“Nós obviamente condenamos qualquer violência ou ameaça de violência contra instituições americanas.”
Leavitt fez o comentário em resposta a uma pergunta do meio de comunicação irmão do Epoch Times, NTD, sobre a visita do presidente Donald Trump ao John F. Kennedy Center for the Performing Arts na tarde de segunda-feira (17).
Ameaças de bomba contra o Shen Yun fizeram com que o teatro fosse evacuado recentemente no dia da estreia do Shen Yun e detectores de metais fossem instalados na entrada como precaução.
Embora a polícia não tenha encontrado objetos nocivos e a apresentação tenha ocorrido sem problemas, o incidente estava longe de ser um problema isolado. Desde março de 2024, a empresa enfrentou dezenas de ameaças semelhantes de violência por e-mail durante sua turnê global.
A empresa pediu uma investigação após o caso do Kennedy Center, afirmando que “se não parar com o Shen Yun, não vai parar com outra pessoa”.
Trump fez sua primeira visita ao Kennedy Center após reformular a liderança do centro no mês passado e assumir a instituição como presidente.
Alguns de seus novos indicados para o conselho de curadores do centro incluem a segunda-dama Usha Vance, a chefe de gabinete da Casa Branca Susie Wiles e duas âncoras da Fox, Laura Ingraham e Maria Bartiromo.
Leavitt, na entrevista coletiva, disse que Trump “espera restaurar as artes e a cultura que abraçam a tradição americana, e não a menosprezam, como infelizmente vimos nos últimos anos”.
Ela acrescentou que espera que Trump dê alguma opinião sobre onde o centro pode melhorar e discuta futuros programas de teatro que serão realizados sob a nova liderança.
O John F. Kennedy Center for the Performing Arts em Washington em 21 de fevereiro de 2025 (Madalina Vasiliu/The Epoch Times)
O Shen Yun e vários especialistas em segurança cibernética denunciaram que o regime chinês é o culpado mais provável pelas operações de interferência contra a empresa.
Analistas disseram que a questão traz implicações de segurança que devem ser abordadas nos níveis diplomáticos mais altos.
Ao longo dos anos, autoridades chinesas fizeram grandes esforços para cancelar os shows do Shen Yun em várias cidades por meio de uma combinação de chantagem e coerção econômica.
O Falun Dafa Information Center em Nova York documentou mais de 130 casos de tais esforços de diplomatas e agentes chineses ao longo de 2024.
Em setembro e novembro de 2024, dois homens receberam penas de prisão por seu esquema para anular o status de organização sem fins lucrativos do Shen Yun por meio de suborno à Receita Federal.
O Departamento de Estado denunciou a campanha de intimidação de Pequim contra o Shen Yun, observando em uma declaração recente ao The Epoch Times que seu relatório anual sobre liberdade religiosa internacional “documenta incidentes de interferência contra praticantes do Falun Gong e o Shen Yun Performing Arts em muitos países”.
Um dos relatórios do Departamento de Estado divulgados em 2024 citou uma investigação do Epoch Times que citou um porta-voz da Embaixada Chinesa admitindo oficialmente ter tentado bloquear o Shen Yun na Coreia do Sul.
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