Confira os principais acontecimentos no mundo no dia de hoje, 03 de abril de 2025.
Protestos contra a violência de gangues terminam em confronto no Haiti
Durante o protesto, pneus foram queimados e gritos de revolta ecoaram: “Vamos tirá-los de lá!” (Foto: reprodução X/@Marctimephotolog1)
Milhares de haitianos tomaram as ruas nesta quarta-feira (2) para protestar contra o aumento da violência de gangues e cobrar segurança do governo de Alix Didier Fils-Aimé. O ato, que começou pacífico, terminou em confronto quando homens armados abriram fogo contra a polícia em frente aos escritórios do primeiro-ministro e do conselho presidencial de transição.
A multidão fugiu em pânico, deixando pertences espalhados pelas ruas. Não há relatos de feridos ou mortos.
Um dos organizadores, que escondeu o rosto por medo de retaliação, afirmou aos jornalistas que o objetivo era “tomar o gabinete do primeiro-ministro e incendiar o CPT”, o conselho de transição. Este é o primeiro grande protesto enfrentado por Fils-Aimé, nomeado primeiro-ministro pelo conselho em novembro.
Durante o protesto, pneus foram queimados (Foto: reprodução X/@Marctimephotolog1)
Escalada da violência
As gangues já controlam 85% de Porto Príncipe, e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a insegurança forçou mais de 60 mil pessoas a deixarem suas casas apenas no último mês.
As crianças estão entre as maiores vítimas das gangues, expostas a abusos e violência extrema, como revelou um novo relatório da Anistia Internacional.
O Haiti também se tornou um dos lugares mais perigosos para jornalistas, que enfrentam ataques, censura e perseguições crescentes. No Natal, gangues abriram fogo contra repórteres que cobriam a tentativa de reabertura do maior hospital público do país. Dois jornalistas morreram, e pelo menos sete ficaram feridos no pior ataque contra a imprensa no Haiti em anos.
(Foto: reprodução X/@Marctimephotolog1)
Israel intensifica ofensiva contra Hamas em “nova fase” da guerra
Além da Faixa de Gaza, as FDI, o Shin Bet e as forças policiais também continuam operando no norte da Samaria, na Cisjordânia, como parte da operação contra o terrorismo na região (Foto: divugação FDI/X )O novo porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), brigadeiro-general Effie Defrin, afirmou nesta quinta-feira (3) que o país entrou em uma “nova fase” da guerra contra o Hamas, com foco na destruição da capacidade militar e governamental do grupo terrorista e na libertação dos reféns.
Pouco antes, as FDI anunciaram a morte de dois importantes membros do Hamas que estavam em um centro de comando do grupo na Cidade de Gaza. Segundo o Exército, o local era usado para planejar ataques contra civis israelenses e tropas.
As autoridades militares de Israel também afirmaram que, antes do ataque, várias medidas foram tomadas para reduzir a probabilidade de vítimas civis, incluindo o uso de munições de precisão, alertas precoces, vigilância aérea e inteligência adicional.
Além da Faixa de Gaza, as FDI, o Shin Bet e as forças policiais também continuam operando no norte da Samaria, na Cisjordânia, como parte da operação contra o terrorismo na região (Foto: divugação FDI/X)
Desde a retomada dos combates em 18 de março, Israel diz ter atacado mais de 600 alvos na Faixa de Gaza e eliminado mais de 250 integrantes do Hamas, incluindo 12 líderes militares e políticos.
O porta-voz das IDF para a mídia árabe, Avichay Adraee, publicou em seu perfil no X um alerta para que os moradores das áreas de operação na Faixa de Gaza evacuem a região.
“As IDF estão operando com grande força em suas áreas para destruir a infraestrutura terrorista. Para sua segurança, você deve evacuar essas áreas imediatamente e se deslocar para os abrigos conhecidos no oeste da Cidade de Gaza”, escreveu o militar.
Também nesta quinta-feira, a Força Aérea de Israel atacou um membro do Hezbollah que atuava no sul do Líbano.
O dia de hoje na história
77 anos do Plano Marshall: o projeto que reconstruiu a Europa pós-Guerra
Há 77 anos, em 3 de abril de 1948, o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, assinava a implementação do Plano Marshall, um programa de ajuda econômica para reconstruir a Europa Ocidental e do Sul após a Segunda Guerra Mundial, considerado ambicioso.
Criado pelo secretário de Estado George C. Marshall, o plano destinou bilhões de dólares para reerguer indústrias, modernizar a agricultura e fortalecer economias, ajudando a frear o avanço do comunismo na região.
O presidente americano Harry S. Truman sentado na biblioteca da Casa Branca, com ‘The Buck Stops Here’ em um cartaz em primeiro plano, por volta de 1950. (Foto de Fotosearch/Getty Images).
Resultado positivo e imediato
Entre 1948 e 1952, a produção industrial europeia cresceu 35%, e países devastados, como França, Alemanha e Itália, voltaram a prosperar. Além da recuperação econômica, o plano incentivou a cooperação entre essas nações, abrindo caminho para a criação da União Europeia. Ao mesmo tempo, consolidou a influência dos EUA no cenário global e na Guerra Fria.
Truman era democrata e foi o 33º presidente dos EUA. Ele assumiu o cargo em 1945, após a morte do também democrata Franklin D. Roosevelt, e foi reeleito em 1948.
Há 57 anos, em 3 de abril de 1968, Martin Luther King Jr. fazia seu último discurso, conhecido como “I’ve Been to the Mountaintop” (em tradução livre, “Eu estive no topo da montanha”).
O líder dos direitos civis falou durante um evento da greve dos trabalhadores do saneamento em Memphis, no Tennessee. Ele defendia justiça social e igualdade para a classe trabalhadora. No dia seguinte, em 4 de abril, Luther King Jr. foi assassinado a tiros.
Um líder sem partido
Luther King Jr. não era filiado a nenhum partido político e evitava fazer declarações partidárias explícitas. Ele afirmava que tanto republicanos quanto democratas tinham falhas e que não estava preso a nenhuma das legendas.
O líder dos direitos civis dos EUA, Martin Luther King (C), acena para apoiadores em 28 de agosto de 1963 no Mall em Washington DC (Monumento a Washington ao fundo) durante a “Marcha sobre Washington”, onde King proferiu seu famoso discurso “I Have a Dream” (Eu tenho um sonho), que mobilizou apoiadores da dessegregação e motivou a Lei dos Direitos Civis de 1964. King disse que a marcha foi “a maior demonstração de liberdade na história dos Estados Unidos”. Martin Luther King foi assassinado em 4 de abril de 1968 em Memphis, Tennessee. James Earl Ray confessou ter atirado em King e foi condenado a 99 anos de prisão. O assassinato de King causou uma onda de choque na sociedade americana da época e ainda é considerado um evento marcante na história recente dos EUA. FOTO DA AFP (Foto da AFP) (Foto de -/AFP via Getty Images)
© Direito Autoral. Todos os Direitos Reservados ao Epoch Times Brasil (2005-2024)
The post Hoje na história: um giro nos acontecimentos pelo mundo | Plano Marshall | Martin Luther King | protestos no haiti appeared first on World Online.