A confiança dos empresários da indústria e da construção civil recuou em fevereiro, indicando um início de ano desafiador para os setores.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,1 ponto, atingindo 98,3 pontos, enquanto o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 0,6 ponto, chegando a 94,3 pontos, o menor nível desde março de 2022.
A piora reflete o custo elevado dos insumos, falta de mão de obra qualificada e impacto dos juros altos na atividade produtiva. Apesar da desaceleração, empresários da indústria mantêm um leve otimismo para os próximos meses, enquanto na construção civil a preocupação com a redução da atividade se intensifica.
Indústria mantém otimismo moderado, mas com cautela
A confiança da indústria oscilou pouco em fevereiro, mas a percepção sobre o presente segue negativa. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,5 ponto, enquanto o Índice de Expectativas (IE) teve leve alta de 0,4 ponto, indicando um equilíbrio entre pessimismo e esperança na retomada.
O economista Stéfano Pacini, do FGV IBRE, avaliou que a incerteza segue afetando o setor. “Num horizonte de tempo maior, de seis meses, o sentimento dos empresários sugere pessimismo de forma espalhada entre os segmentos.”
Apesar do cenário instável, 10 dos 19 segmentos industriais apresentaram crescimento na confiança.
O nível de estoques caiu para 95,3 pontos, menor patamar desde fevereiro de 2022.
Já o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) recuou 0,7 ponto percentual, ficando em 80,9%, o que indica redução no ritmo de produção.
Construção Civil no pior nível de confiança desde 2022
A Construção Civil foi o setor mais afetado no mês. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) caiu 2,1 pontos, sinalizando uma deterioração na percepção das empresas sobre o ritmo das obras e a demanda do setor.
Apesar do recuo no curto prazo, a expectativa para os próximos meses teve leve melhora. O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 1,0 ponto, demonstrando que algumas empresas ainda esperam uma recuperação da atividade no decorrer do ano.
O índice de utilização da capacidade instalada (NUCI) teve alta de 1,4 ponto percentual, atingindo 80,6%, um sinal de que as empresas estão aproveitando melhor sua estrutura produtiva.
A economista Ana Maria Castelo, do FGV IBRE, apontou que os principais desafios do setor persistem. “A falta de mão de obra e aumento dos custos continuam pressionando as empresas nos primeiros meses do ano.”
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